O Outubro Rosa é um convite à conscientização sobre o câncer de mama e aos cuidados com a saúde da mulher. Além da importância do diagnóstico precoce, vale olhar para os hábitos cotidianos que podem contribuir para a redução do risco de desenvolver a doença. E a alimentação faz parte dessa conversa.
Embora nenhum alimento isolado seja capaz de prevenir o câncer, manter hábitos saudáveis pode fazer diferença ao longo da vida.
Alimentação e prevenção: qual é a relação?
A alimentação influencia o estado nutricional e a saúde metabólica. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, associado a uma rotina sedentária, pode favorecer o ganho excessivo de peso. A gordura corporal em excesso, especialmente após a menopausa, está associada a um maior risco de câncer de mama.
Por isso, vale priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijões, cereais integrais e outras fontes de fibras. Esses alimentos fornecem nutrientes importantes e contribuem para uma alimentação variada e equilibrada.
Também é importante reduzir o consumo frequente de refrigerantes, bebidas açucaradas, biscoitos recheados, salgadinhos e refeições prontas ultraprocessadas. Não se trata de proibir alimentos, mas de construir uma rotina alimentar que favoreça a saúde.
O movimento também faz parte do cuidado
A prática regular de atividade física é outra aliada da prevenção. Caminhar, dançar, pedalar ou escolher uma atividade prazerosa são maneiras de sair do sedentarismo e cuidar do organismo.
Para adultos, a recomendação geral é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, respeitando as condições de saúde e as orientações profissionais.
Outro fator importante é a amamentação, quando possível. Ela está associada à redução do risco de câncer de mama e também oferece benefícios à saúde da criança.
E durante o tratamento, como fica a alimentação?
A nutrição continua sendo importante após o diagnóstico. Durante o tratamento, as necessidades alimentares podem mudar conforme a terapia utilizada, os efeitos colaterais e as condições clínicas de cada paciente.
Nessa fase, o acompanhamento nutricional individualizado ajuda a adequar a alimentação, preservar a massa muscular, prevenir ou corrigir deficiências nutricionais e favorecer a manutenção da qualidade de vida.
É preciso ter cuidado com informações que circulam nas redes sociais sobre alimentos milagrosos, dietas restritivas ou promessas de cura pela alimentação. Nenhuma dieta substitui o tratamento oncológico, e mudanças alimentares importantes devem ser discutidas com a equipe de saúde.
Hábitos saudáveis que fazem a diferença.
A prevenção envolve um conjunto de atitudes: alimentação equilibrada, atividade física, controle do peso corporal, redução do consumo de bebidas alcoólicas e acompanhamento regular da saúde.
Também é fundamental conhecer o próprio corpo, estar atenta às alterações nas mamas e procurar avaliação profissional diante de qualquer sinal suspeito. A mamografia, conforme as recomendações de rastreamento aplicáveis a cada mulher, é uma ferramenta importante para a detecção precoce.
Neste Outubro Rosa, lembre-se: cuidar da alimentação é uma forma de cuidar de você, mas não precisa ser um caminho de culpa ou cobranças. Pequenas mudanças, construídas com orientação e consistência, podem contribuir para uma vida mais saudável.
Se precisar de ajuda para organizar sua alimentação de acordo com suas necessidades, procure um nutricionista. Cuidado, informação de qualidade e acompanhamento individualizado fazem parte dessa jornada.